Porque é que os Açores são um excelente destino para ver baleias?

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A observação de cetáceos é uma atividade que se pratica um pouco por todo o planeta. Onde os humanos se encontram com as diferentes espécies em alto mar. Vamos agora falar-lhe um pouco sobre quais as espécies de cetáceos que podem encontrar nos Açores e quais os meses do ano em que são registados cetáceos com mais frequência.

Quais são as espécies de baleias e golfinhos nos Açores?

Apresentamos as espécies mais vistas nas águas açorianas:

 

Qual a melhor altura do ano para ver baleias e golfinhos nos Açores?

Durante todo o ano é possível ver as espécies residentes. Durante as migrações da primavera poderá encontrar baleias de barbas.

Porque são os Açores um destino preferido para os cetáceos?

Os Açores são atualmente um dos maiores santuários no mundo e as suas águas são ricas em nutrientes. 28 das 87 diferentes espécies de cetáceos existentes já foram vistas nos Açores, tornando o arquipélago açoriano um local importante não só para as espécies residentes como para as espécies migratórias de cetáceos.

É possível ver cetáceos durante todo o ano e existem 4 espécies que podem ser vistas de janeiro a dezembro: o golfinho comum, o golfinho roaz, o golfinho de Risso e o cachalote. Durante as migrações da primavera, muitas baleias de barbas passam pelos Açores, nomeadamente a baleia comum, baleia azul e baleia sardinheira. Durante o verão, podemos encontrar outras espécies sazonais, como o golfinho pintado do Atlântico e o golfinho riscado. Também é possível nadar com 4 espécies de golfinhos.

A probabilidade de ver algum cetáceo durante as nossas viagens é de aproximadamente 98%. Em qualquer estação do ano, há uma grande diversidade de espécies para encontrar.

Até 1986, nos Açores praticou-se a baleação. Felizmente, hoje as espécies estão protegidas. Temos que nos recordar que ver uma baleia ou um golfinho no seu habitat natural é um privilégio e apenas uma pequena parte da população consegue assistir a tal “espetáculo”. Temos que cuidar e minimizar a interferência neste pequeno paraíso tanto para as espécies residentes como para as migratórias.

Dito isto, a observação de cetáceos é importante em termos de proteção dos recursos mas também a educação permite disseminar conceitos como a conservação e a gestão ambiental. Esta atividade também é importante para conhecer melhor as ameaças ao meio ambiente e as ações necessárias para o proteger. Ver baleias e golfinhos nos Açores também permite adquirir novos conhecimentos através de estudos, como é o exemplo da foto identificação que os nossos biólogos marinhos desenvolvem em todas as viagens para o mar.

Espécies migratórias

As baleias de barbas ocupam uma variedade de habitats, desde águas costeiras até alto mar e fazem algumas das maiores migrações.

Durante o verão, a maioria das baleias de barbas vão para a latitudes mais a Norte à procura de alimento e durante o inverno, migram para águas temperadas ou tropicais, onde se reproduzem e dão à luz. Algumas das explicações para migrações tão longas incluem a maior probabilidade de as crias sobreviverem em águas mais quentes e calmas, a procura por mais alimento, para fugir à ação predatória das orcas em relação às crias nas zonas mais a Sul ou mesmo uma reação evolutiva, ou seja, elas migram porque os seus ancestrais também o faziam.

A alimentação destas espécies consiste principalmente em zooplâncton, krill (euphausiids), copépode ou peixes pequenos. A maioria do alimento é encontrado em águas polares frias ou em águas subpolares durante o verão, no entanto podem alimentar-se de forma menos comum em outros lugares.

Os Açores são um local de referência durante a migração de 6 diferentes espécies de baleias de barbas. Durante a estadia na região, observa-se os indivíduos destas espécies muitas vezes a procurar por alimento, o que sugere que os Açores são usados como um local para se alimentarem e recuperar energias durante a sua migração. Se for este o caso, o arquipélago assume uma importância fundamental na vida destas baleias.

Apesar de as baleias poderem ser observadas durante todo o ano, é durante a primavera que existe uma maior concentração de observação nos Açores.

Espécies Residentes

O golfinho comum é a espécie mais observada em São Miguel e a sua área de distribuição apesar de vasta, concentra-se em águas pouco profundas, principalmente, nos arredores de Ponta Delgada.

O golfinho roaz é a segunda espécie mais observada e é encontrada na sua maioria em zonas costeiras, mas também em áreas mais afastadas da costa.

O golfinho de Risso são de fácil identificação pela sua coloração branca e não é encontrado com tanta frequência. Normalmente são vistos em zonas mais profundas, onde os declives se acentuam, como em Vila Franco do Campo por exemplo, ou junto aos barcos de pesca.

O cachalote é o maior cetáceo residente nos Açores e é o maior animal do mundo com dentes. Pode-se encontrar regularmente ao longo do ano, normalmente em zonas mais profundas e afastadas da costa.

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