Tudo o que precisa saber sobre cetáceos

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O que é um cetáceo?

O grupo dos cetáceos inclui baleias, golfinhos e botos. São mamíferos, respiram através dos pulmões, dão à luz como as mulheres inclusive as baleias e os golfinhos dão de mamar às suas crias. Os parentes mamíferos mais próximos dos cetáceos são os “artiodactyls”, que incluem os hipopótamos, camelos e girafas. Atualmente existem 86 espécies marinhas reconhecidas que se dividem em duas sub-ordens: baleias com dentes (odontoceti) e baleias de barbas (mysticeti).

Baleias com dentes e baleias de barbas

A imagem abaixo mostra um dente de cachalote (à esquerda) e uma barba de baleia (à direita)

Baleias com dentes

Tal como o nome indica, as baleias com dentes têm dentição que varia em tamanho, forma e número de dentes de acordo com a espécie. Algumas espécies, na realidade, nunca chegam a ter os dentes de fora e permanecem dentro da gengiva durante toda a vida. São animais capazes de caçar e alimentar-se de diversos tipos de presa, incluindo peixe, lulas, crustáceos, pássaros e até outros mamíferos marinhos.

Baleias com barbas (Mysticetes)

Em vez de terem dentes, as baleias de barbas têm escovas fibrosas (chamadas de barbas) localizadas na mandíbula superior. Estas escovas são compostas por queratina (a mesma proteína das nossas unhas e cabelo) e variam em tamanho, número e coloração dependendo da espécie. São utilizadas para filtrar pequenos organismos que estão na água tal como o krill e outros tipos de plâncton e pequenos cardumes de peixe (arenque, sardinha e carapau). Estes animais capturam o seu alimento utilizando diferentes técnicas tal como: gulp-feeding, skim-feeding, bubble net feeding e bottom-feeding. Gulp feeding: quando a baleia abre a boca para engolir uma enorme quantidade de água, e depois fecha-a engolindo apenas o alimento e cuspindo a água. Isto é possível graças às barbas que funcionam como um filtro. Skim feeding: quando a baleia se alimenta à superfície do mar chamamos “skimming” ou “skim feeding”. Skim feed é no fundo a concentração de presas de zooplâncton à superfície e a baleia vai nadando e comendo durante vários minutos. Bubble net feeding: quando a baleia faz bolhas de ar com o objetivo de juntar muitos peixes formando uma bola de peixe e depois abrir a boca e comer. Bottom net feeding: quando a baleia se alimenta nas profundezas. É capaz de mergulhar até 40m de profundidade para através do seu próprio arrastamento no fundo do mar conseguir apanhar comida numa coluna de água.

Mais sobre baleias de barbas

Baleias com barbas

Todas as baleias de barbas têm dois espiráculos, crânios simétricos e apenas um osso do esterno. Nesta sub-ordem, as fêmeas são geralmente maiores que os machos. A rainha dos oceanos é a baleia azul. A maior baleia azul registada era uma fêmea e tinha um comprimento de cerca de 33 metros.

Baleia de barbas a comer
Baleia de barbas abre a boca

Esta sub-ordem abrange 17 espécies:

Rorqual (6 das 11 espécies identificadas nos Açores) Balaenopteramusculus (Baleia azul) – physalus (Baleia comum) – borealis (Baleia sardinheira) – acutorostrata (Baleia anã) – edeni (Baleia de Bryde) Megapteranovaeangliae (Baleia de bossa)

Baleia cinzenta (1 espécie que não é avistada nos Açores)

Baleias francas (há 3 espécies de baleias francas: baleia-franca-austral; baleia-franca-do-atlântico-norte; baleia-franca-do-pacífico) Apenas a baleia-franca-do-atlântico-norte foi vista uma vez em águas açorianas.

Baleia-franca-pigmeia (1 espécie que não se encontra nos Açores)

Baleia-da-Groenlândia (1 espécie que também não se avista nos Açores)

Mais informação sobre baleias com dentes

As baleias com dentes têm um único espiráculo, um crânio assimétrico, três ossos do esterno e um órgão na cabeça chamado “melão” e que é utilizado para a ecolocalização.

O dimorfismo sexual é comum entre cetáceos, sendo o macho maior que a fêmea e esta diferença entre tamanhos é mais extrema nos cachalotes em que a fêmea desta espécie é cerca de 1/3 mais pequena e pesa metade do macho.

A sub-ordem de baleias com dentes inclui 71 espécies:

Cachalote Physeter – macrocephalus (Cachalote)

Kogiadae Kogia – breviceps (Cachalote pigmeu) – sima (Cachalote anão)

Golfinhos oceânicos (10 das 35 espécies foram identificadas nos Açores) Tursiops– truncatus (Golfinho roaz) Delphinus– delphis (Golfinho comum) Grampus– griseus (Golfinho de Risso) Stenella– frontalis (Golfinho pintado do Atlântico) – coeruleoalba (Golfinho riscado) Globicephala (Pilot ssp.) – macrorhynchus (baleia piloto de barbatanas curtas) – melas (baleia piloto de barbatanas compridas) Pseudorca – crassidens (Falsa orca) Orcinus orca (Orca) Steno – bredanensis (Caldeirão)

Baleias de bico (6 das 21 espécies foram registadas no Açores) Mesoplodon – bidens (Baleia de bico de Sowerby) – densirostris (Baleia de bico de Blainville) – europaeus (Baleia de bico de Gervais) – mirus (Baleia de bico de True) Ziphius – cavirostris (Baleia de bico de Cuvier) Hyperoodon – ampullatus (Botinhoso do Norte)

Botos  (6 espécies que não são vistas nos Açores)

Golfinhos de rio (4 espécies que não são vistas nos Açores)

Beluga e narval  (2 espécies que não são vistas nos Açores)

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