Que prazer estar de volta ao mar. Parecia um dia de verão, as pessoas aproveitaram os raios de sol assim como a Futurismo e os bloguers franceses que levaram a sua dose de sol no meio do oceano Atlântico.
A primeira viagem de 2021 revelou-se bastante especial em muitos aspetos. Depois de alguns relatos da Futurismo nas últimas semanas sobre animais mortos, este tópico continuou, pois, a nossa primeira paragem foi em um jovem golfinho comum recentemente falecido sem a mandíbula e língua, uma delícia para orcas, mas não podemos dizer o que realmente aconteceu neste caso. Imediatamente começámos a procurar por alguns predadores, mas não havia nenhum à vista, exceto alguns golfinhos comuns vivos. Então deixamos para trás aquele que se tornará uma importante fonte de nutrientes para uma grande comunidade, a natureza segue o seu caminho.
Apreciámos muitos animais selvagens vivos, como cagarros, que voltaram numerosamente e se misturaram com as gaivotas de patas amarelas. Passamos por vários grupos dos nossos hóspedes de inverno, os Guincho-comuns e ao longe também fomos capazes de vislumbrar a alma-negra e a andorinha-do-mar. Durante a viagem, um moleiro-grande veio cumprimentar-nos também.
Mas agora de volta aos golfinhos. Observámos primeiro os golfinhos comuns que se juntaram ao nosso barco durante algum tempo e depois avistámos mais subgrupos desta espécie, além de golfinhos roazes. É sempre perfeito ver todas as características destas espécies, bem como as características individuais que nos permitem distingui-las. Somos uns sortudos por observar a beleza da natureza e desfrutar da presença dos animais quando eles decidem visitar-nos também.
A nossa viagem continuou com um olhar mais atento às colónias flutuantes de caravelas portuguesas e conseguimos detetar muitas delas espalhadas à superfície.
Fizemos outra paragem junto a alguns pescadores locais que estavam quase a apanhar o pescado do dia após 2 horas e meia de trabalho trazendo um atum rabilho de quase 200 kg no barco, que eles orgulhosamente nos apresentaram. Têm permissão para pescar um pequeno número desta espécie, com a técnica sustentável palangre.
Quando chegámos às águas profundas com toda a extensão da Ilha de São Miguel de um lado e a silhueta de Santa Maria do outro, ouvimos várias vezes o espectro sonoro do mundo subaquático. Às vezes, alguns sons de golfinhos podiam ser ouvidos entre as ondas. Ao longe, um salto alto de corpo inteiro apareceu no horizonte, então examinámos a área também.
Depois de várias horas saboreando a brisa do mar, era hora de voltar. Foi o início de uma época de observação de golfinhos bem-sucedida.











