O movimento internacional “Future of Tourism Coalition” envolve seis organizações não governamentais que se uniram para apelar à mudança do turismo.
Há 13 princípios preconizados por este movimento que são transformadores da forma como se encara o futuro do turismo! Um futuro onde se defende cada vez mais a integridade dos destinos, promove-se a inclusão e a equidade, maximiza-se o impacto positivo sobre as comunidades e a natureza, e se promove a mudança assente em princípios colaborativos.
A Futurismo Azores Adventures orgulha-se de fazer agora parte deste movimento internacional recém-formado, no ano da pandemia.
Conheça alguns dos 13 princípios do “Future of Tourism Coalition”
Princípio orientador # 1: See the Whole Picture Reconhecer que a maior parte do turismo, por sua natureza, envolve o destino como um todo, e não apenas os negócios da indústria. Envolve os seus ecossistemas, recursos naturais, tradições culturais e comunidades.
Princípio orientador # 2: Use Sustainability Standards Respeitar os critérios mínimos disponíveis publicamente e internacionalmente aprovados para práticas de turismo sustentável mantidos pelo Conselho Global de Turismo Sustentável (GSTC) para a indústria e destinos.
Princípio orientador # 3: Collaborative Destination Management Procurar desenvolver todo o turismo através de uma estrutura de gestão colaborativa com igual participação do governo, setor privado e organizações da sociedade civil que representam a diversidade nas comunidades.
Princípio orientador # 4: Quality over quantity Gerir o desenvolvimento do turismo com base na qualidade dos visitantes e não na quantidade de visitantes, de forma a potencializar a experiência da viagem, mantendo o carácter do destino e beneficiando as comunidades locais.
Princípio orientador # 5: Demand fair income distribution Estabelecer políticas que combatam os benefícios desiguais do turismo nas comunidades de destino e que maximizem a retenção das receitas do turismo nessas comunidades.
Princípio orientador # 6: Reduce tourism's burden Considerar todos os custos do turismo em termos de carga tributária local, impactos ambientais e sociais. Garantir que os investimentos são vinculados à otimização dos impactos positivos para as comunidades e o meio ambiente.
Princípio orientador # 7: Redefine economic sucess Dar preferência a métricas que especifiquem os benefícios do destino, o desenvolvimento de pequenas empresas, a criação de emprego, a distribuição de receitas, a competitividade no mercado. Objetivamente, há indicadores que podem ser incluídos, como o número de recursos naturais protegidos e disponíveis para uso local, a proporção de resíduos desviados de aterros para compostagem e/ou reciclagem, a percentagem de estruturas e/ou veículos que operam com recurso a energias renováveis.
Princípio orientador # 8: Mitigate climate impacts Fazer um esforço para seguir o consenso científico sobre as reduções necessárias nas emissões de gases de efeito estufa. Investir em infraestruturas verdes e uma rápida redução das emissões de transporte envolvidas no turismo - aéreo, marítimo e terrestre.
Princípio orientador # 9: Close the loop on resources Quando a segurança pós-pandemia assim o permitir, evitar ao máximo o uso de plásticos descartáveis e fazer a transição para uma economia circular. A poluição e os resíduos são prejudiciais para o meio ambiente e esgotam recursos muitas vezes já escassos, principalmente em ilhas, como a terra, a água, os alimentos e a energia.
Princípio orientador # 10: Contain tourism's land use Limitar o turismo de massa. Desencorajar a expansão de resorts em encostas, ilhas e áreas montanhosas, por forma a manter o carácter geográfico, uma economia diversificada, e ecossistemas críticos. A expansão relacionada ao turismo e os seus impactos ambientais associados, incluindo aumento do tráfego, degradação da paisagem, traz barreiras para os residentes locais e uma perda de personalidade. E isto é um grande risco para as regiões turísticas.
As seis organizações não governamentais que se juntaram para criar este movimento são: The Center for Responsible Travel (CREST); The Destination Stewardship Center; Green Destinations; Sustainable Travel International; Tourism Cares; The Travel Foundation; cujo conselheiro deste movimento é o Global Sustainable Tourism Council (GSTC).
Saiba mais em https://www.futureoftourism.org/







