Açores
História

HISTÓRIA DOS AÇORES
DA CAÇA À OBSERVAÇÃO DE BALEIAS

Os Açores são considerados um dos melhores destinos do mundo para ver baleias e golfinhos porque é pelas noves ilhas situadas no Oceano Atlântico que passam várias espécies de cetáceos. A existência de grandes profundidades junto às orlas costeiras das ilhas que podem ultrapassar os três mil metros contribui também para a ocorrência de espécies de cetáceos costeiras e oceânicas.
Nos Açores estão identificadas 28 espécies de cetáceos das cerca de 81 registadas em todo o mundo.

Séc. XVIII

A indústria baleeira nos Açores foi introduzida pela jovem Nação norte-americana. Grandes navios veleiros, chamados baleeiros yankees, foram os primeiros a aventurar-se nas águas açorianas para caçar baleias. Capturavam e depois derretiam a carne que originava o óleo que era usado para iluminação.

Séc. XIX

Também por isso, os navios norte-americanos passavam frequentemente pelos Açores à procura de abrigo e abastecimentos. E como forma de fugir à crise sentida nos Açores, muitos homens açorianos partiram rumo aos EUA em busca de um futuro melhor aprendendo com os americanos e ganhando gosto pela caça à baleia.

1864

Nos finais do Séc. XIX muitos ilhéus regressados dos EUA deram início à indústria da baleação nos Açores. A bordo de baleeiros americanos apuraram as técnicas da caça à baleia.

Entre 1896 – 1949

O recurso a grandes navios baleeiros foi substituído por uma baleação costeira. Havia muitos cachalotes perto das costas açorianas. Foram introduzidos os vigias em terra para localizar os animais que depois através de rápidas canoas movidas a remos conseguiam chegar perto dos cachalotes.

1960

Nos finais dos anos 60 começou o declínio da caça à baleia nos Açores. Apesar do método de captura ser essencialmente artesanal, de arpoamento manual, foram mortos milhares de animais. Os registos da baleação nos Açores entre 1896 e 1949 são de 12 mil baleias.

1987

Foi a última vez que foram capturados três cachalotes na ilha do Pico. Finalmente terminou o capítulo da história da caça à baleia nos Açores.

1989

Através da Convenção sobre a Vida Selvagem e os Habitats Naturais na Europa (Convention on the Conservation of European Wildlife and Natural Habitat) assinada em Berna em setembro de 1979, foi criada a regulamentação nacional que proibiu a captura de todas as espécies de mamíferos marinhos em águas portuguesas.

1993

Nasceu a primeira empresa de observação de baleias nas Lajes do Pico, na ilha do Pico. Um ano depois a Futurismo Azores Whale Watching iniciou a sua atividade na ilha de São Miguel. A experiência de whale watching permitiu manter viva a cultura baleeira nos Açores até hoje.

O QUE MUDOU

Os antigos botes baleeiros foram recuperados e são hoje usados em regatas.
A antiga fábrica da baleia na ilha do Pico é hoje um Museu da indústria baleeira em São Roque.
Os antigos postos de vigia foram restaurados e hoje são igualmente usados para a observação de baleias. Os vigias comunicam via rádio para que as embarcações possam ir ao encontro destes gigantes do mar. A Futurismo Whale Watching Azores orgulha-se de continuar a usar os métodos tradicionais para localizar baleias e golfinhos.

ATUALMENTE

Observar baleias e golfinhos nos Açores é cada vez mais uma atividade enraizada na cultura açoriana. Aliás, esta é considerada a experiência obrigatória para quem visita os Açores. Há cada vez mais pessoas a procurá-la e o cachalote continua a ser o símbolo turístico e cultural dos Açores.

Mais informação
Importante

Os galardões

european safest destinations 2020
Close Menu
Trip Advisor
Facebook
Instagram
Twitter